O perigo das lojas de suplementos

Se você pratica alguma atividade física, e faz uso de suplementos para aumentar o rendimento de seus treinos, saiba que existem riscos diversos que podem fazer mal à sua saúde.

Um dos maiores equívocos no consumo abusivo e indiscriminado de suplementos é o “achismo”. Utilizar suplementos alimentares sem indicação, baseando-se tão somente nos resultados “dos outros”. Esse é o primeiro passo para uma suplementação ineficiente, e por vezes arriscada.

Um dos fatores preponderantes para o sucesso na suplementação é a condição genética do indivíduo. É recorrente nas academias treinos intensos aplicados a alunos com diversos biotipos, e os resultados por vezes apresentam-se tão discrepantes, gerando frustração. Isso se deve não por treinos errados, ou acompanhamento nutricional inadequado. São casos e casos, frutos tão somente da natural diferença entre todos os alunos.

Ninguém é igual a ninguém. E isso nos remete à conclusão de que o que é bom pra um, pode não ser bom para o outro.

Dessa forma, não basta apenas apostar todas as suas fichas em produtos e mais produtos, ditos suplementos alimentares. É necessário, além do acompanhamento médico (nutricionista, fisiologista), uma certa bagagem genética, que foge às pessoas, para que resultados aparentes sejam notados.

Evidentemente, caso a pessoa tenha já a “bagagem genética”, e não esteja conseguindo atingir resultados satisfatórios, corre-se o risco de se apelar para métodos, por vezes, considerados menos ortodoxos para os leigos. E é nessa ambição desmedida, que a derrocada se instala. O atleta dá início a uma série de métodos, por vezes equivocados, que acabam prejudicando sua saúde.

Alimentação inadequada, deficiência hormonal, renal ou hepática, treinos mal programados, por exemplo, são os resultados mais visíveis nesses casos. Não são raros os casos onde o indivíduo adoece. É o risco assumido, quando tenta-se alcançar resultados de forma desmedida.

No entanto, tais problemas se mostram problemas menores, se comparados ao grande vilão do condicionamento físico: a auto-medicação, ou auto-suplementação. Este sim é o cancro do condicionamento. É o que denigre toda uma classe de profissionais, como educadores físicos, nutricionistas, preparadores físicos, esportistas, médicos. O mal oriundo da auto-suplementação inadequada é tão grande, que os esforços dispendidos para construir a boa imagem desses profissionais acaba ruindo, se estiverem envolvidos de alguma forma.

Casos e mais casos de “dopping”, consumados ou não, acompanhados ou não, acabaram com a carreira tanto de atletas quanto de profissionais da saúde. O “dopping”, por si só, poderia ser considerado um problema à parte, sem vínculo à suplementação ou à medicina do esporte. No entanto, devido à linha tênue que existe entre a liberação/proibição, o estrago é tão grande, a repercussão é tão grande, que mesmo os inocentes acabam pagando. Um deslize de um atleta, mesmo que bem assessorado, pode ser desastroso para ele e para toda sua equipe, por exemplo. A ambição, a vontade de se conseguir resultados expressivos por outros caminhos, pode ser fatal para a carreira, e para as carreiras dos envolvidos.

Evidentemente, não se pode generalizar a “auto-suplementação”, considerando tudo como sendo “dopping”. Mas para o público leigo, e para aqueles que até detêm algum conhecimento do assunto, tudo aquilo que excede os treinamentos, que excede a alimentação normal, todo tipo de resultado “não natural”, é jogado num mesmo cesto, agrupado de tal forma, que acaba sendo tomado como verdade. Assim, um “pré-treino” ou um termogênico, por exemplo, pode ser crucificado de tal forma, que o atleta acaba marcado por toda a sua vida. Acham que qualquer comprimido, cápsula, injeção, é dopping.

Some-se à esse contexto o crescimento desmedido das lojas de suplementos. Pergunte-se: quantas dessas lojas, de fato, têm o gabarito necessário para indicar suplementos feitos à base de proteínas, carboidratos, aminoácidos ou creatina? Quantas dessas lojas preocupam-se, de fato, com o correto condicionamento de seus consumidores? Até porque o lucro é o objetivo final. A venda, o negócio, os 100% de lucro na venda de um suplemento é o que move o mercado de suplementação hoje em dia.

Não obstante, quantas dessas lojas, mesmo que idôneas, trabalham com produtos de qualidade? É público e notório que a importação, como citamos em posts anteriores, é fator de risco quando se trata de importar suplementos. Não bastasse a falta de informação, a falta de bagagem genética, a ambição desmedida, a assunção de riscos diversos, o exagero, a auto-medicação/auto-suplementação, corre-se ainda o risco de se comprar gato por lebre, importando-se de forma insegura, inadequada?

É por isso, nesse alicerce de tantas bases, uma delas, que é confiança em produtos de qualidade, deve merecer especial atenção. Comprar suplementos é algo sério. E trabalhar com lojas realmente idôneas é fundamental.

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